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TACP A Força Invisível que em Terra Controla o Poder do Céu

No campo de batalha, cada segundo conta. Cada decisão pode mudar o rumo de uma missão. E é aí que entram aqueles que nunca perdem o controlo do céu, mesmo quando estão com as botas em terra.

O Tactical Air Control Party (TACP, em português designado como Esquadra de Controlo Aéreo Tático é a casa dos Controladores Aéreos Avançados (na sigla NATO, Joint Terminal Attack Controllers – JTAC), são uma unidade especializada da Força Aérea Portuguesa já com uma vasta história operacional, tendo atuado já em vários Teatros de Operações ao longo das últimas décadas, desde a Bósnia, Kosovo, Afeganistão, passando pelo Mali, e atualmente na República Centro Africana e Moçambique. A sua missão é apoiar as forças terrestres no campo de batalha, através do poder aéreo, assegurando a sua coordenação, segurança e eficácia do armamento aéreo, bem como aumentar a capacidade de sobrevivência dessas Forças. A acreditação recente do programa de qualificação JTAC (Joint Terminal Attack Controller) e escola pela NATO, reforça não só a competência técnica do TACP, mas também a credibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa junto de outras Forças Aéreas aliadas e congéneres.

 

 

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Composição e Estrutura das Equipas

A versão base de uma equipa TACP é composta por 2 militares: um JTAC (Joint Terminal Attack Controller) e um Operador de Sistemas.

Quando necessário, a equipa pode ser reforçada por um Air Liaison Officer (ALO), que é oficial de ligação à força terrestre apoiada.

O JTAC é o elemento-chave: é um operador que a partir de uma posição avançada no terreno, está em franca proximidade com as forças inimigas, que controlando as aeronaves de combate (de asa fixa ou rotativa) efetuam missões de Apoio Aéreo Próximo (CAS), ou seja, o TACP integra a coordenação entre o “fogo aéreo” (armamento das aeronaves) e próprio fogo e movimento das unidades terrestres.

 

O que fazem os militares do TACP?

Um militar do TACP é responsável por:

  • Coordenar e controlar missões de Apoio Aéreo Próximo (CAS – Close Air Support), controlando aeronaves de combate em cenários de guerra;
  • Preparar e Controlar zonas de aterragem de assalto em áreas remotas;
  • Selecionar, preprar e controlar zonas de aterragem de helicópteros;
  • Estar sempre preparado para integrar qualquer Força Terrestres, convencional ou especial.

 

Perfil de um Militar do TACP 

Para se ser do TACP é preciso muito mais do que técnica. É preciso disciplina, resiliência, coragem, robustez física, capacidade de decisão e liderança, sendo uma enorme responsabilidade. São militares preparados para atuar em ambientes hostis, onde a pressão e o risco são constantes, e a precisão é obrigatória.

Formação de um militar do TACP

O percurso para integrar esta especialidade exige:

  • Formação militar na Força Aérea;
  • Curso de Joint Terminal Attack Controller (JTAC) ou curso de Operador de Sistemas TACP;
  • Formação e treino em várias áreas como tiro de combate, condução TT, treino avançado em comunicações, navegação terrestre, técnicas de sobrevivência em terra e na água, primeiros socorros em combate, entre outras.

 

Operações e Cenários Onde Atuam

Os militares do TACP podem ser destacados para:

  • Participação em exercícios nacionais e internacionais;
  • Teatros de Operações de guerra ou de crise humanitária;
  • Missões internacionais.

 

Impacto e Responsabilidade

A atuação destes militares pode ser decisiva para o sucesso de uma operação e para a proteção de vidas.

Quando uma aeronave intervém com precisão, quando uma força terrestre avança com confiança, há sempre um TACP por trás — atento, preparado e com uma coordenação de excelência.

Pertencer ao TACP é estar no terreno e controlar o céu. É unir tecnologia, conhecimento e muita coragem. É ser a voz que guia, a precisão que protege e o elo que garante missão cumprida.