Uma tripulação típica de Busca e Salvamento (SAR) é composta por dois pilotos, um Recuperador-Salvador, um enfermeiro e o Operador de Sistemas que assume um papel central. Enquanto o cockpit (flight station) pertence aos pilotos, a cabine é território do OPS, que prepara o espaço, gere equipamentos e assegura a comunicação e organização de toda a área onde o resgate realmente acontece.
A operação de guincho é uma das suas responsabilidades mais exigentes e desafiadoras. Durante a descida do Recuperador-Salvador, o OPS controla o guincho e direciona o piloto, utilizando fraseologia especifica, com indicações precisas de deriva, altitude e posição tendo em conta que, a partir de determinado momento, os pilotos deixam de ver o alvo. A segurança da tripulação e da própria aeronave encontra-se, inúmeras vezes, na voz, olhos e mãos do OPS.
É por isso que os OPS são frequentemente descritos como os olhos dos Pilotos. A altitude habitual para colocar o recuperador salvador no exterior do helicóptero ronda os 18 metros, uma altura que combina segurança, estabilidade e eficácia.
Mas o trabalho não termina por aí: o OPS é responsável pela vigilância e observação aérea, avaliando obstáculos, condições do mar ou do terreno e comportamento da vítima no momento da colocação do RS junto ao objetivo. É este militar que estabelece, em conjunto com os restantes tripulantes, se a recuperação pode ser feita de imediato ou se, por exemplo, é mais seguro pedir à vítima que salte para a água em casos de obstáculos extremos na embarcação, evitando riscos adicionais.
Além das missões de resgate, o Operador de Sistemas participa ainda em tarefas como transporte de cargas suspensas, lançamento de botes para água, transporte de tropas, inserção de equipas especiais através de fast rope, transporte de VIPs e apoio direto em evacuações médicas.


